terça-feira, 27 de abril de 2010

Paixão com Compaixão II

Por: Reinhard Bonnke
A Carta Régia do Evangelista

A Bíblia apresenta o Evangelho como sabedoria de Deus, a única verdade salvadora. Ninguém o poderia ter inventado, assim como ninguém inventou a água. Nenhum filósofo jamais concebeu tal esperança. Pregá-lo, libera o poder salvador de Deus. Aqueles que estão mortos nas suas transgressões e pecados, ouvem o Evangelho e são levantados para uma nova vida.

Compaixão deve ser pregada com compaixão, amor, com amor – "amor sincero," como narrado na carta dos Evangelistas, II Corintios 6. Evangelistas não foram feitos para atirar fervor artificial de dentro de suas próprias almas. De fato, eles não precisam acender o seu próprio fogo; eles acendem a sua tocha no altar de Deus: a Cruz. "..., porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." (Romanos 5:5). Aparecendo a seus discípulos depois de Sua morte e ressurreição, Cristo lhes disse para esperarem pelo Espírito Santo. A posse do Espírito é a confirmação esperada do Evangelho. Cristianismo é o Espírito derramado para testemunhar a Cristo.

O temperamento natural está inclinado a breves impulsos, sentimentos que facilmente pegam fogo e tão rapidamente desaparecem, como a sarça em chamas no deserto, que Moisés viu tão frequentemente. Um arbusto chamou sua atenção, pois ele não se queimava apesar das chamas brilhantes. Ele tremeu de temor quando descobriu o por quê. Deus estava no arbusto. Deus dentro; este é o segredo dos evangelistas que continuam em chamas, depois de uma vida inteira proclamando as boas novas. O fogo no arbusto que saltou no coração de Moisés, é a chama Pentecostal que desce em todos os discípulos obedientes.

Jesus condenou conversão sem amor. Aos fanáticos em Jerusalém Ele disse: "percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e,...o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós."(Mateus 23:15). A história da Igreja inclui trágicos anais de paixão evangelística, sem compaixão, fanático entusiasmo religioso faltando sentimento humano e infringindo um profundo e permanente estrago nas testemunhas Cristãs. 
A Batida do Coração de Deus

A batida do coração de Deus lateja no Evangelho, para estabelecer os batimentos cardíacos, dos que estão levando o Evangelho ao mundo perdido. Se evangelismo não for uma demonstração de amor capital, então não vale nada. Deus quer que ele seja um sucesso. Evangelismo não pode ajudar a não ser trazer aos servos de Deus alguma proeminência com alguma tentação acidental; oportunidade de auto promoção, desejo por uma carreira e exibicionismo.
No entanto, Jesus não morreu para fazer a ninguém grande, o mais inevitável que isto possa ser, exceto grande em amor.

O modelo disto é o próprio Deus que "amou ao mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho Unigênito." (João 3:16). Deus tinha somente um sacrifício para fazer. Seu Filho era tudo o que Ele tinha. Jesus disse: "Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai que está nos céus!" (Mateus 5:48). Que perfeição é esta para ser imitada? "Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem." (Salmos 103:13). Ser um verdadeiro filho de um Pai como esse, é o que faz um evangelista. Os filhos do Pai nunca deveriam olhar por ai, casualmente como meros espectadores. É especialidade de Deus tirar marcas do fogo. "Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador." (Isaias 43:11). Estar a Seu lado enquanto Ele trabalha é uma esplendorosa recompensa para seus trabalhadores.

Paixão com Compaixão I

Por:  Reinhrad Bonnke
Introdução

Paixão é humana, volátil, afetada pelas circunstâncias; compaixão é divina. Cristo foi uma revelação viva de interesse imutável, uma luz na escura selva de paixões selvagens.

O Evangelho é uma declaração da constante abertura do Senhor para com a raça humana. “ Por causa do grande amor de Deus nós não somos consumidos, pois a sua compaixão nunca falha.” (Lamentações 3:22). O amor do Senhor por nós não muda; ele não está sujeito à disposição de animo.

A firme atitude de Deus é o eixo ao redor do qual balança variadas respostas para pessoas diferentes. “Também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende, por quanto não é homem para que se arrependa.” (I Samuel 15:29). Em I Samuel 15:11 Deus diz que Ele estava “arrependido” por ter constituido a Saul como rei. Ele não tinha mudado de opinião, mas Saul se desviou Dele o que O encheu de profundo arrependimento. Podemos dizer que Ele simplesmente desejou que isto não tivesse acontecido.

Deus tratou com Saul da mesma forma com que trata com cada um de nós. Em outras palavras, Ele nos toma como nos acha. “Para com o benigno te mostras benigno, e para com o homem perfeito te mostras perfeito. Para com o puro te mostras puro, e para com o perverso te mostras contrário. Porque tu livras o povo aflito, mas os olhos altivos tu os abates... Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito;” (Sl. 18:25-30).



O Sólido Fundamento

O Evangelho se apóia sobre o sólido fundamento da fiel bondade de Deus para com as pessoas inconstantes. Compaixão celestial responde a paixões terrenas. O Senhor foi tentado no Sinai; as tábuas dos Dez Mandamentos que Ele havia acabado de escrever, foram destruídas e lançadas, espalhadas a Seus pés. O povo O ofendeu profundamente, mas Ele usou aquele momento para proclamar quem Ele era: “Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo, grande em misericórdia e fidelidade; que usa de misericórdia em mil gerações; que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado;” (Êxodos 34:6-7).

Um Deus de graça ilimitada foi um conceito revolucionário no mundo antigo carregado de temor aos deuses traiçoeiros e cruéis. Jonas o profeta orou, “pois eu sabia que és Deus clemente e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que te arrependes do mal.” (Jonas 4:2) Mandado a Nínive, a cidade mais depravada da terra, ele se tornou o primeiro missionário na história e o único profeta em Israel que levou uma cidade ao arrependimento. Sua profunda consciência da verdade fundamental sobre Deus como revelado no Sinai talvez explique porque o Senhor escolheu um caráter tão relutante como o seu enviado à perversa Nineve.

Mas Jonas não estava sozinho no seu entendimento da natureza de Deus; todos os profetas de Israel manifestaram uma paixão espiritual na tarefa de trazer o povo de volta pra Deus. Esta paixão resultou de um mesmo conhecimento da graciosa presteza de Deus de receber a todos os que vem a Ele. A profecia de Oséias, por exemplo, retrata o clamor do coração de Deus por uma Israel adúltera, enquanto a profecia de Miquéias termina com frases similares as do Sinai - como o explendor do sol em um céu tempestuoso.

Ele acrescenta: “Tu lançarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar”
(Miquéias 7:19).

segunda-feira, 22 de março de 2010

Um Bom Trabalho com Crianças Exige Uma Boa Teologia


Falta de Visão

Jesus Cristo teve, certa ocasião, uma contenda com os Seus discípulos, porque estes impediam que as crianças se aproximassem dEle. O Senhor chegou a ficar indignado e dirigiu-lhes então a seguinte palavra: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele” (Marcos 10:14,15).
Embora se possa provar, sem sombra de dúvidas, que 85% dos atuais cristãos receberam a Cristo quando ainda eram crianças, antes dos 15 anos de idade; contra 10% que o fizeram dos 15 aos 30 anos; e 5% que só tomaram esta decisão após os 30 anos; mesmo assim se coloca muito tropeço impedindo as crianças de virem a Cristo.
Lamentavelmente, não há visão e nem interesse em compartilhar o Evangelho com as crianças. A grande maioria dos trabalhos com as crianças se resumem em contar historinhas, cantar musiquinhas, fazer oraçõezinhas, preparar programinhas, sem nenhuma preocupação em mostrar a realidade do pecado e como uma criança pode receber a Cristo como seu Salvador Pessoal.
Este quadro precisa mudar u r g e n t e m e n t e !
 
O Problema é Teológico

O problema, na verdade, é teológico. Há uma teologia deficiente quando se trata das crianças. Não existem duas teologias, uma para adultos e outra para crianças. Há, isto sim, uma linguagem mais apropriada para o adulto e outra mais apropriada para a criança, mas não se pode esconder da criança a verdade do Evangelho.
É preciso levar a criança a se reconciliar com Deus, reconhecendo que é pecadora, buscando o perdão e confiando no sacrifício de Cristo realizado na cruz do Calvário, pois “o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 João 1:7).
E uma vez que a criança recebe a Cristo como seu Salvador Pessoal, apropriando-se, assim, da salvação, ela precisa também conhecer:
· Que a salvação é eterna (segurança) – João 10:28,29; 1 João 5:11,12.
Sim, a contenda foi eliminada completamente na cruz. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1).
A Doutrina da Queda do Homem

Uma das principais doutrinas na Bíblia, e que precisa ser bem compreendida, refere-se à queda do homem. Ao pecar, o homem rebelou-se contra Deus. Tornou-se inimigo.
Lemos em Gênesis 1:26,27,31 - “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança: tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom.”
Já no final de Gênesis 3, no último versículo, vemos o homem expulso do jardim do Éden e sem possibilidade de retorno, levando consigo e para todos os seus descendentes as conseqüências de sua queda: dores, sofrimentos, trabalho duro para obter o sustento, doenças e a morte.
Os filhos de Adão e Eva nasceram após a queda e receberam esta herança pecaminosa, “porquanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.
Este texto tão claro, de Romanos 5:12, comparado com Salmo 51:5 - “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe”, mostra-nos que cada criança já nasce num estado de pecado que a coloca em inimizade com o Deus Eterno, que é Santo e não tolera o pecado.
Isaías, no capítulo 59, mostra de maneira magistral esta contenda que há entre os homens e o Criador, por causa das iniqüidades que fazem separação entre Deus e os homens e que provocam males terríveis para toda a sociedade.
O problema todo se resume numa só palavra – p e c a d o!
Pecado é uma palavra derivada de uma raiz que significa “errar o alvo”, “fracassar”. Trata-se, na verdade, do fracasso em não atingir um padrão conhecido, vindo a desviar-se do mesmo. Pecado é afastamento daquilo que Deus considera e estabelece como a conduta ideal. O pecado acaba se tornando uma oposição a Deus, uma verdadeira rebelião. O pecado é a transgressão da lei e do padrão de Deus.
O trabalho com crianças que não reconhecer esta problemática do pecado, mesmo no coração de um pequenino, terá pouca chance de ser frutífero. Se desejamos preparar uma nova geração, temos que enfrentar o problema principal de frente, sem rodeios, sem sentimentalismo, sem fugir do diagnóstico, ainda que seja duro: “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do coração” (Gênesis 6:5).
O Senhor Jesus foi também categórico ao afirmar: “Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem” (Marcos 7:21-23).
Há um só meio de tirar o Pecado
 
Só há uma maneira de apagar o pecado – através do sangue do Cordeiro Justo e Imaculado, do Filho de Deus, sem pecado, perfeito – o Senhor Jesus Cristo!
Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:18-21).
Se, de um lado temos o fato da queda do homem, o que acarreta a deterioração e a decadência de toda a sociedade, temos, em contrapartida, o fato estupendo de que o próprio Senhor procura a reconciliação, através do sacrifício de Seu Filho, realizado de uma vez por todas, na cruz central do Calvário.
Preparar crianças para o futuro é conduzir estas crianças ao novo nascimento, contando-lhes a preciosa mensagem do Evangelho.
Que todas as crianças conheçam:
1) Que Deus as ama com tão imenso amor – João 3:16.
2) Que têm um problema (doença, necessidade) – Romanos 3:23; 6:23.
3) Que só há uma solução (remédio, provisão) – Atos 4:12; 1 Coríntios 15:3,4;
1 Timóteo 2:5.
4) Que precisam apropriar-se de Cristo (recebê-lO) – João 1:12,13.

Trabalhe com boa Teologia 

O programa de treinamento da APEC equilibra metodologia com teologia. Há obreiros e instrutores credenciados pela APEC em diversas cidades do Brasil. Já é pratica em algumas igrejas, que aqueles que ministram às crianças tenham recebido formação pela APEC. Eles realizam um ministério com eficácia. Solicite informações com o departamento de educação (educação@apec.com.br).
A literatura da APEC equilibra criatividade com conteúdo. Faça o seu currículo usando o material da APEC com as suas crianças. A literatura da APEC é ilustrada e complementa com êxito o ensino dado nas classes de Escola Dominical. Além da Escola Dominical, o material bíblico e ilustrado da APEC é o que há de melhor para Escolas Bíblicas de Férias, Culto Infantil e diversos ministérios com as crianças. Solicite informações com o departamento de vendas (vendas@apec.com.br).
Ainda há tempo para você matricular-se no CEDIC - Curso de Evangelismo e Discipulado de Crianças. Veja a relação dos locais em todo o Brasil no SITE: www.apec.com.br
Vamos orar e trabalhar para fazer UM BOM TRABALHO COM AS CRIANÇAS!


Por Gilberto Celeti- Diretor da APEC.

domingo, 21 de março de 2010

O Bom Amigo.



Certo homem cometeu um crime, e foi trazido perante o tribunal, sentiu-se grandemente encorajado quando notou que o juiz era seu melhor amigo. O culpado ficou certo de que o juiz “daria um jeito” na lei para ajudá-lo.
O juiz no entanto, não poderia abusar da justiça; sentenciou seu amigo a pagar uma multa elevada.
O culpado ficou em pé ali, desiludido e não querendo crer no que ouvia, enquanto observava o juiz, que, sem vacilar, levantou-se para deixar a sala do tribunal. Sua decepção e desespero, no entanto, transformaram-se em grande alegria quando soube que o juiz parou no guichê da tesouraria do tribunal e pessoalmente pagou a fiança e toda a dívida do culpado.


Foi isso o que Jesus fez por Você..
Ele Pagou a sua fiança!!!

Pense nisso..

O Conselheiro e o Remador.


Era uma vez dois amigos que foram criados juntos. Com o passar do tempo foram se distanciando, como acontece com todos os amigos ao saírem para a vida.
 
O primeiro conseguiu descobrir o prazer em aprender. Assim, investia boa parte do seu tempo nessa atividade. Nos estudos e em tudo que fazia se determinava a aprender. Fixava-se em seu propósito, fazendo primeiro o que era preciso e depois o que queria.


O segundo resolveu que não era preciso dedicar-se com tanto cuidado. Passava na escola, mas estudava pouco. Obedecia sempre à sua voz interior, fazendo primeiro o que queria e, depois, no tempo que lhe sobrava, o que realmente era preciso.

Certo dia o reinado abriu concurso para prestadores de serviços ao rei. Os dois amigos passaram. A sorte maior apareceu para o primeiro. Foi contratado como conselheiro do rei. Já o segundo conseguiu serviço como remador no navio da realeza.

Um dia o rei e seus conselheiros embarcaram para uma viagem no mar. Falavam de negócios enquanto aproveitavam a brisa que soprava do mar. Enquanto isto, mais próximo da popa, os remadores suavam para fazer o navio seguir adiante.

O remador, vendo seu amigo de infância bem à vontade em companhia do rei, ficou abalado, e, quanto mais pensava, mais furioso ficava. Ao anoitecer, já cansado de tanto remar, não se conteve e começou a resmungar para outro amigo remador:

— Olhe aqueles inúteis. Intitulam-se conselheiros estratégicos, mas ficam à toa, jogando conversa fora. Por que é que temos que suar tanto para levar o navio deles adiante? Isto não é justo! Afinal, não somos filhos de Deus?

Ao ancorarem o navio para pernoitar, o remador foi acordado no meio da noite por uma mão que lhe sacudia. Era o rei em pessoa, e lhe pediu, falando baixo:

— Há um barulho esquisito vindo daquela direção — disse, apontando para a terra. — Não consigo dormir, imaginando o que seja. Por favor, vá e descubra o que é.
O remador pulou do navio e subiu para o alto de um morro. Voltou pouco depois com a informação.

— Não é nada, Vossa Majestade. São alguns lenhadores cortando árvores, por isso há tanto barulho na floresta.

— Remador, quanto lenhadores são?
O remador não tinha se dado ao trabalho de olhar com mais cuidado. Pulou do navio. Nadou até a praia. Correu morro acima. Voltou.
— Vinte e um, Vossa Majestade.
— Remador, que tipo de árvore é?

Ele esqueceu de reparar. Lá voltou e retornou, dizendo:
— Pinheiros, Vossa Majestade.
— Remador, por que estão cortando as árvores?
Lá foi ele de novo...
— Para vender, Vossa Majestade.

— Remador, quem é o dono das árvores?
De novo ele teve que voltar.
— Disseram que é um homem muito rico, Vossa Majestade.
— Remador, obrigado. Agora venha comigo, por favor.
Os dois, o rei e o remador, foram até a proa do navio e o rei acordou o amigo de infância do remador.

— Conselheiro, há um barulho esquisito vindo daquela direção — disse, apontando para a terra. — Não consigo dormir, imaginando o que seja. Por favor, vá e descubra o que é.
O Conselheiro desapareceu rumo à terra e voltou pouco depois.

— É uma equipe de lenhadores, Vossa Majestade.
— Conselheiro, quantos são?
— Vinte e um, Majestade.
— Conselheiro, que tipo de árvore é?
— São pinheiros, Majestade. Excelentes para construir casas.
— Conselheiro, por que estão cortando as árvores?

— Para negociar, Majestade. O reflorestamento de pinheiros é do prefeito do vilarejo. Ele realiza o corte a cada dois anos. O corte é autorizado, me mostrou o ofício. Ele pede desculpas pelo barulho e convida Vossa Majestade para o café da manhã, que será preparado especialmente para recebê-lo.

O rei olhou para o remador.
— Remador, ouvi seus resmungos. Sim, todos nós somos filhos de Deus. Mas todos os filhos de Deus têm seu trabalho para executar. Precisei mandá-lo 4 vezes à terra para obter respostas. Meu conselheiro foi uma vez só. E é por isso que ele é meu conselheiro estratégico, e você fica com os remos do navio.

*********

Como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam. (Provérbios 10:26)
 

Quando o Luxo vem sem Etiqueta.





Estação de metrô de Washington, DC em uma manhã fria de Janeiro de 2007. Um homem toca seis músicas de Bach durante 45 minutos. Nesse tempo, 2 mil pessoas passaram pela estação, sendo que a maioria estava em seu caminho para o trabalho. Depois de 3 minutos, um homem de meia idade repara no músico tocando. Ele diminui o seu ritmo e para por uns segundos e depois sai correndo para atender seu compromisso.

4 minutos depois:
o violinista ganha seu primeiro dólar: uma mulher joga o dinheiro dentro chapéu sem parar e continua a caminhar.

6 minutos:
Uma jovem se inclina sobre a parede para ouví-lo, então olha para o seu relógio e começa a andar novamente.

10 minutos:
Um menino de 3 anos de idade para, mas sua mãe tira ele dalí com pressa. A criança para e olha para o violonista novamente, mas sua mãe o puxa com tanta força que a criança continua a caminhar, virando sua cabeça o tempo inteiro. Essa ação se repete diversas vezes com outras crianças. Todos os pais, sem exceção, forçam suas crianças para continuar caminhando.

45 minutos:
O músico toca sem parar. Apenas 6 pessoas pararam e ouviram por um curto período de tempo. Cerca de 20 deixaram algum dinheiro e continuaram a caminhar em seu ritmo natual. O homem conseguiu juntar 32 dólares.

1 hora:
Ele para de tocar e o silêncio toma conta do lugar. Ninguém percebe. Ninguém aplaude e não houve qualquer traço de reconhecimento.

Ninguém sabia disso, mas o violonista era Joshua Bell, um dos maiores músicos do mundo. Ele tocou uma das mais complexas músicas já escritas com um violino que custava 3,5 milhões de dólares. Dois dias antes, Joshua Bell esgotou o teatro de Boston onde a média do ingresso era de 100 dólares.

Essa é uma história verídica. Joshua Bell tocou disfarçado na estação de metrô para participar de um experimento social sobre percepção, gosto e prioridade das pessoas.

As perguntas levantadas foram:
  • Em um ambiente público e comum em uma hora inapropriada, nós percebemos a beleza?
  • Nós paramos para apreciá-la?
  • Nós reconhecemos talento em um contexto inesperado?
A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.
Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
Somente uma mulher reconheceu a música....


Nas Mãos Certas!



Certo homem, muito tempo atrás, possuía um automóvel modelo Ford, com o qual passeava pelas ruas de sua cidade.
Contentíssimo, o proprietário admirava-se sempre dos muitos recursos, da velocidade e maciez que seu novo veículo proporcionava. Ia assim um dia, nosso amigo, quando, subitamente, o carro parou. Em plena avenida, morreu o motor e nada o fazia pegar. De tudo tentou o proprietário: deu partida várias vezes, empurrou, abriu o capo, fechou, tornou a abrir, pediu ajuda, mas nada ... nem sinal de querer funcionar. Como podia! Um carro tão bom, parar desse jeito! O homem já ia perder a paciência quando um desconhecido solicitou licença para ajudar. Desconsolado, o proprietário consentiu, sem confiar que qualquer coisa pudesse ser feita àquela altura. O estranho, porém, abriu o capo, conectou um fiozinho a uma pequena peça do motor e, com um delicado toque, completou o reparo. Suas mãos nem receberam mancha de graxa, e, dada a partida, estava perfeito o automóvel. Parece ironia ... O mecânico desconhecido aproximou-se do proprietário e mostrando-lhe sua carteira de identidade, diante dos olhos curiosos de uma pequena multidão, disse: "Meu nome é Henry Ford. Eu é que fiz estes veículos e compreendo muito bem como funcionam!"
Ninguém conhece melhor uma obra do que seu fabricante. Melhor do que ninguém, Deus sabe tudo o que há no homem. Ele sabe como cada parte funciona em nós. Por que não irmos, então, em busca da sua orientação, para receber o toque que este "veículo" necessita? Por séculos, os filósofos e sábios tem tentado melhorar o homem, sem resultados, enquanto a Palavra de Deus diz que o Criador, com um único toque, regenera o coração humano e, de uma vez por todas, "faz andar o engenho". Confiemos Nele, portanto, de todo nosso coração! "Ponha sua vida nas mãos do Deus Eterno, confie Nele, e Ele o ajudará".

A Roseirinha Torta.


Era uma vez um homem que possuía um grande jardim, onde foram cultivadas as mais variadas flores.

Perto desse jardim morava um menino que amava muito as plantas. Muitas vezes ele abandonava os brinquedos e encostava o rosto na cerca para olhar o jardim e admirar o colorido das flores. O garoto também tinha o seu canteirinho na frente da casa. Possuía uma pá, um regador mas não tinha ainda nenhuma muda de flor para plantar.

O dono desse grande jardim é muito estranho - pensou o menino. Ele não tem o menor cuidado com as suas plantas. Não limpa os canteiros, não afofa a terra e nem a rega com freqüência. Um dia, quando o homem visitava o seu jardim, parou em frente a uma pequena roseira torta com apenas umas poucas folhinhas verdes. Chamando o empregado, disse-lhe: - Arranque esta roseirinha. Ela nunca produzirá flores. Atire-a para fora da cerca. E o empregado fez exatamente como ele mandou.

Naquele dia, quando o garoto voltava da escola, viu a roseirinha arrancada na beira da cerca e monologou: - Pobre roseirinha! Como ele teve coragem de arrancá-la... Aí onde a jogaram, você nunca dará rosas. Vou colocá-la no meu canteiro e cuidar de você. Chegando em casa, trocou a roupa e, juntando a pá e o regador com água, cavou bem no centro do seu canteirinho, revirou a terra e ali depositou a roseirinha torta, deixando-a na melhor posição possível. Não se descuidou da planta. O calor do sol a aquecia, ele a regava e algumas vezes a chuva a refrescava. Um dia, ele reparou que nela surgia um botãozinho verde. A mãe lhe explicou que dali certamente sairia uma bonita rosa.

De fato, na semana seguinte ele olhou da janela e, radiante, chamou sua mãe. Nem podia esperar se vestir... Desabrochava uma linda rosa branca da roseirinha torta. Cada pessoa que por ali passava, naquele dia, parava para admirar a pequena roseira com a sua única rosa branca.

À tardinha, o garoto ouviu uma voz do outro lado da cerca. Era o dono do grande jardim que dizia: - Que rosa lindíssima tem aí no seu canteirinho, meu filho.É mais rara e mais bonita do que qualquer uma das minhas. Como foi que você a conseguiu? - O senhor não se lembra daquela roseirinha torta que mandou arrancar e jogar fora? Pois é ela. Eu a apanhei murcha, ressecada e a plantei. Colaborei com o Pai do céu no cuidado com a planta e ela cresceu e produziu já esta bonita rosa - respondeu o menino. O dono do grande jardim compreendeu a lição e saiu repetindo para si mesmo a expressão do menino: "Colaborei com o Pai do céu no cuidado com a planta e ela cresceu..."